Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Dúvidas e Questões

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Também podeescrever para carolinamrodrigues@gmail.com. Responderei à sua mensagem logo que me seja possível.


Psicóloga Clínica - Carolina Rodrigues

Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues às 16:20
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11 comentários:
De Isabel A. Siani a 24 de Agosto de 2010 às 03:30
O tratamento narcoterápico é eficaz p/ a cura da depressão? Onde encontrar especialistas nessa área? Estou desesperada,por favor respondam-me,agradeço.


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 24 de Agosto de 2010 às 18:49
Isabel,a narcoterapia é um tratamento psiquiátrico que consiste na injeção intravenosa de drogas no paciente como coadjuvante na psicoterapia. Muitas drogas foram, sucessivamente, utilizadas como o álcool, éter, óxido nitroso, toda a séria de barbituratos e as drogas alucinogênicas. Atualmente empregam-se com mais freqüência o pentotal e o amital sódico. Também chamado de narcodiagnóstico, narcossíntese e narcoanálise, narcoterapia era empregada no tratamento de certas neuroses, induzindo um estado de seminarcose no qual o paciente recorda suas lembranças reprimidas e sintetiza suas emoções.

A sua eficácia é variável de pessoa para pessoa, e depende de uma série de variáveis que são despistadas quando se realiza uma avaliação psicológica.

No meu ponto de vista defendo que uma psicoterapia de apoio, de orientação analítica, ou psicanálise poderão ser mais eficazes no tratamento da depressão.


De Teixeira a 9 de Agosto de 2010 às 21:04
Olá.

Gostaria de saber em que horários atende em Almada e quais são os preços das consultas? Obrigado


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 24 de Agosto de 2010 às 18:53
Para saber o preço e horário das consultas, poderá fazê-lo através do nº 917209517.

Obrigado.


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 23 de Agosto de 2008 às 18:26
Marisa Santos enviou-me um comentário com um pedido de aconselhamento. No entanto, fiquei com a sensação de que pretendia antes escrever um e-mail. Não lhe respondi antes porque o comentário fica online, se quiser envie-me o seu e-mail para dar resposta em privado ao problema apresentado.

Com os melhores cumprimentos,

Carolina Rodrigues

carolinamrodrigues@gmail.com


De Patrícia a 10 de Julho de 2008 às 06:40
Olá Dra! Bem, tenho um sério problema, não consigo fazer nada adiantado. Vivo correndo para resolver os meus problems tudo em cima da hora. O que é mais curioso, é que fico tomando conta da hora até que esta passe. Não consigo me desligar nem resolver ou fazer o que tem que ser feito antecipadamente. Certa vez li uma matéria sobre isso numa revista, e este problema tem um nome. Sofro muito com a situação, fazendo faculdade então, me vejo louca com os trabalhos, que acabo deixando p cima da hora, ou melhor faço na véspera. E nos dias que antecedem, fico contando os minutos p que passem. Estranho! Preciso da sua ajuda. Desde já muito obrigada


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 14 de Julho de 2008 às 00:39


Olá Patrícia,

Li o seu comentário com muita atenção e compreendo que o seu problema lhe cause desconforto e mal-estar. Contudo, não posso tecer muitas considerações acerca da sua problemática em particular, pois para isso precisaria de conhece-la e avaliar o que se está a passar. Seria precipitado da minha parte fazê-lo e seria unicamente uma análise superficial da realidade que está a vivenciar.
No entanto, posso elucidá-la de uma forma global acerca da sua situação que parece estar inserida naquilo a que chama Procrastinação – hábito de adiar tarefas – .
Por vezes, as pessoas que procastinam, dão prioridade a coisas menos importantes em vez de se direccionarem para aquilo que realmente têm para fazer ou que se constitui como objectivo ou tarefa principal. Mais do que uma questão de gestão de tempo, o acto de procrastinar leva a pessoa a viver numa ilusão de que se adiar as coisas, tudo será solucionado sem que se tenha de confrontar com isso. Esse adiamento pode proporcionar um alívio temporário, dar uma sensação de tranquilidade porque a pessoa acredita que tudo acabará por se resolver.
A pessoa que vai adiando a tarefa até última da hora, fá-lo porque a realidade por vezes é demasiado assustadora e a pessoa receia de que não vai conseguir, que vai falhar, que vai ser criticada. A pessoa adia a tarefa, mas continua a pensar muito nela porque no fundo está preocupada e associa a isso muita ansiedade que se torna bloqueante, ao ponto de só fazê-la quando não pode adiar mais.
Patrícia se analisar e pensar bem na sua situação, e como referiu, isto tende acontecer também diante de trabalhos da faculdade. Possivelmente, estes trabalhos representam para si algo muito ansiogénico e o seu medo, leva-a adiar a realização até ao último momento. É no fundo uma forma de evitar o confronto com algo que é difícil de gerir dentro de si, que lhe traz intranquilidade. Então é como se a mente enviasse uma mensagem distorcida “se adiares mais um pouco, podes relaxar” “podes fazer amanhã, ainda tens tempo”, estas mensagens são erradas, pois o que acontece é que o deixar para última da hora vai levar a pessoa a níveis de stress e ansiedade muito maiores, entrando numa expiral de emoções que se tornam difíceis de controlar.

Por outro lado, este deixar até ultima da hora, pode também estar relacionado com um tipo de pensamento mais obsessivo. Como a pessoa sabe que não consegue deixar de fazer a tarefa até que ela esteja perfeita ou muito bem realizada, a pessoa é levada a adiar e fica até não poder mais. Se assim não fizesse, a pessoa sabia que estaria sempre insegura, questionando e reformulando aquilo que era necessário fazer. Por exemplo perante um exame, o estudante pode ser levado só a estudar na véspera até à hora de entrar para a sala de exame, porque imagina que se estudasse antecipadamente, com intervalo de tempo para descontrair, não iria conseguir, ficaria a ruminar na matéria, com medo de falhar, de não saber tudo, e ficaria muito inseguro. Assim, adia a fonte de ansiedade e guarda até última, como sendo uma forma de lidar melhor com o seu pensamento e actos obsessivos que não consegue parar. Tendo menos tempo para fazer determinada tarefa, também é menos tempo que se envolve nela, porque imagina que se dispusesse de muito tempo, não conseguiria parar porque nunca estaria convencido e seguro de que tivesse tudo como deve ser.

Contudo, a procrastinação no ocorre só em situações dolorosas e difíceis, também pode ocorrer perante situações prazerosas, mas que não deixam de envolver uma carga emocional grande e gerar níveis de ansiedade. Se a pessoa tem oportunidade de adiar uma escolha, uma tarefa, fá-lo porque tem a sensação de estar a garantir o dia de amanhã. É uma forma de se iludir, de tentar tornar-se imortal. Talvez por isso, as pessoas idosas sejam menos dadas a adiar compromissos e tarefas. A experiência e o a terem passado por várias situações de perda, ensinou-lhes a ter mais clareza para identificar o que é prioritário ou não e desenvolvem a ideia de que pode não existir o amanhã.


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 14 de Julho de 2008 às 00:40
A fase critica da procrastinação ocorre no início da idade adulta. Na adolescência, o adiamento pode ser uma consequência do medo de fazer alguma coisa e ser criticado.
Por volta dos 24, 25 anos, a pessoa começa a assumir responsabilidades que, anteriormente delegava com mais facilidade para os pais. Na idade adulta, a pessoa vê-se confrontada com situações e exigências com as quais não estava habituada a lidar e, como ainda não tem o know-how para conciliar tudo, pode adiar decisões e tarefas importantes. No entanto, isso pode tornar-se um problema, se a pessoa não parar para reflectir sobre os motivos do adiamento, transformando isso num padrão de vida.

A Pessoa Procratinadora tende a depender muito das outras pessoas para conseguir realizar as suas tarefas, pensa demais nas coisas que tem para fazer, ficando "pré-ocupada" mentalmente. Mas sente-se incapaz no momento de colocar os pensamentos em prática. Por vezes, define objectivos pouco realistas, pois fantasia situações e possibilidades que ultrapassam a sua capacidade de realização. Focaliza-se de forma sistemática apenas num aspecto do problema ou da questão que tem para resolver, esquecendo-se do todo. Tende a dramatizar situações ou comportamentos para justificar o adiamento das tarefas, transforma o problema em algo maior do que realmente é e procura encontrar justificações para não resolvê-lo. Tende a achar que os outros desempenham as mesmas tarefas de forma mais eficiente que ela. Necessita da aprovação do outro para ter certeza de que o que fez realmente tem qualidade. Se os outros a reprimem, isso pode leva-la a aumentar a sua tendência de adiar.

A procrastinação pode ter consequências negativas. Para além da pessoa ser obrigada a aguentar com as consequências de compromissos perdidos ou de tarefas malfeitas, a pessoa que deixa tudo para depois pode desenvolver problemas físicos e psicológicos. A pessoa pode começar a sentir-se muito culpabilizada, não pelo que fez mas por aquilo que deixou de fazer e isso pode gerar um desgaste psicológico muito grande, stress e ansiedade. Consequentemente, pode orginar dores de cabeça, aumento na pressão arterial e problemas de estômago.
Para além disso, como a pessoa acaba por depender demais dos outros, pode estabelecer uma relação desgastante com familiares e amigos. Pode desenvolver um sentimento auto-destrutivo, acreditando que tudo o que faz é negativo ou que tem pouca importância. Sofre com a perda da autoconfiança, o que faz com que as acções posteriores àquelas que adiou tornem-se ainda mais difíceis de serem realizadas. Tende a ficar ansiosa quando percebe que não vai conseguir realizar aquilo a que se propôs. Quando se consciencializa de que adiou demais, pode apresentar um comportamento depressivo.


Quando este problema começa a limitar o funcionamento da pessoa no seu dia-a-dia, deve procurar ajuda de um Psicólogo Clínico para auxiliá-lo a compreender este mecanismo de funcionamento, perceber de onde vem, o que o faz persistir e de que forma pode ser ultrapassado.

Não obstante a isso, podemos ter em consideração atitudes para evitar o adiamento das tarefas.

Exercite o auto-conhecimento e tente perceber as atitudes que costuma adoptar quando adia alguma tarefa. Pergunte-se sempre: "Porque é importante fazer isso agora? Porque está a deixar de fazer aquilo Por que está a evitar resolver esse problema?". Se conseguir identificar os principais sintomas e motivos do seu adiamento, terá mais condições de se organizar.

Encare a realidade. Enfrente as situações do dia-a-dia como elas de facto se apresentam. Não tente criar a ilusão de que são mais fáceis ou menos importantes.

Calcule o tempo. Tente não superestimar nem subestimar o tempo necessário para a realização das tarefas que precisa fazer. Procure organizar sua agenda de modo que tenha tempo suficiente para fazer aquilo de que precisa, sem tempo de descanso a mais ou a menos.

Analise o ambiente. Verifique se não está a adiar as tarefas por causa das condições do ambiente em que está. Num escritório, por exemplo, a luminosidade inadequada e o alto nível de ruído podem contribuir para a perda de concentração e, consequentemente, para a procrastinação. Isso pode acontecer também nas actividades que tem de fazer em casa.



De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 14 de Julho de 2008 às 00:41
Por vezes actue e não se perca no pensamento. Experimente não ficar muito tempo a pensar numa tarefa. Em vez de pensar "preciso fazer isso ou aquilo", tente fazer. O tempo que gasta a pensar no que poderia fazer pode ser utilizado para que aquilo que é realmente necessário ser feito.

Permita-se errar. Tente pensar na possibilidade de erro não como algo demasiadamente frustrante, mas como um acontecimento comum no quotidiano de todas as pessoas.

Aperfeiçoe-se. Se sente que não dispõe de conhecimento ou experiência suficiente para realizar determinada tarefa, procure aprimorar-se em vez de entrar em desespero por medo de não conseguir realizá-la.

Ajuste a agenda. Procure saber em que período do dia é mais produtivo, aquele em que está menos cansado e mais disposto a realizar suas actividades.

Patrícia, espero ter conseguido ajudá-la a reflectir sobre aquilo que se passa consigo. Contudo, se não conseguir ultrapassar sozinha o seu problema, procure ajuda de um Psicólogo Clínico.

Com os melhores cumprimentos,

Carolina Rodrigues


De deolinda a 22 de Junho de 2008 às 22:28
e normal o psicologo ficar com sono durante a seção ??


De Psicóloga Clínica Carolina Rodrigues a 25 de Junho de 2008 às 09:29
Olá Deolinda,

Respondendo à sua questão, pode acontecer que o Psicólogo fique com sono durante a sessão de psicologia, no entanto essa não é uma situação normal.
Muitas das vezes, a sonolência que o Psicólogo expressa, pode resultar de dois aspectos. O primeiro aspecto relaciona-se com estados de fadiga que podem condicionar a disponibilidade do psicólogo no espaço terapêutico. Contudo, este aspecto é menos comum porque é também mais facilmente controlado e gerido de forma a não comprometer a ajuda terapêutica.
O segundo aspecto, perspectiva a sonolência como uma reacção de contratransferência, face àquilo que se passa com o paciente, nomeadamente face ao que está a verbalizar, sentir e pensar. Muitas das vezes, estes aspectos do paciente têm ressonância no Psicólogo, pois encontra nele um potencial idêntico.
Por outro lado, a pessoa pode estar a expressar uma problemática que também para o psicólogo é difícil de gerir e inconscientemente o Psicólogo pode ser levado a uma retirada momentânea da relação e espaço terapêutico, através de sonolência. Neste sentido, é muito importante que o Psicólogo tenha percepção e consciência da sua reacção contratransferencial, de forma a conseguir analisá-la, compreendê-la e utilizá-la como uma ferramenta de trabalho de entendimento do que se passa com o paciente e assim ajudá-lo a ultrapassar o seu problema.
Espero que a tenha esclarecido, disponha sempre.

Carolina Rodrigues


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